Todos conhecem a história de Adão e Eva. Mas desde criança aprendi uma outra versão, que minha avó contava.
Ela diz que, no mito original da criação, o homem e a mulher foram criados ao mesmo tempo por Deus, moldados no mesmo barro. Um não estava acima do outro.
Só mais tarde a versão da mulher retirada da costela do homem surgiu.
Diz a tradição judaica que a primeira mulher de Adão, moldada do mesmo barro, era Lilith.
Ela não aceitava sujeitar-se ao marido, e por isso fugiu para as margens do Mar Vermelho, onde deu origem a muitos filhos - todos demônios, segundo os hebreus.
Foi assim que Deus decidiu criar para Adão uma nova mulher, Eva. Foi retirada do corpo dele, e por isso era inferior, mais dócil.
Mas Lilith voltou ao Éden na forma da serpente, e convenceu Eva a comer e dar ao marido o fruto da Árvore do Conhecimento... e daí em diante todo mundo sabe, né? Deus ficou uma fera, expulsou o casal do paraíso e condenou a mulher a eternamente sofrer as dores do parto.
As mulheres - sempre nós, as mulheres - fomos responsável pela queda e condenação da humanidade.
É por isso que, na oração da manhã, os judeus rezavam: "Abençoado seja, Senhor, por não ter me feito mulher".
Porque na tradição judaica (e o cristianismo não mudou muito isso), éramos "seres sem alma e pecadoras". Não podíamos estudar, nem possuir bens. Éramos propriedade do pai, que escolhia nossos maridos - nossos novos senhores... E quando ficávamos viúvas, não nos libertávamos não... devíamos obedecer à autoridade dos irmãos, tios ou filhos!
Nas sinagogas, éramos discriminadas, ficando reunidas em um canto.
E nosso sangue menstrual era considerado impuro - não podíamos tocar nenhum homem no período menstrual, senão iríamos contaminar e enfraquecer o coitadinho com nossa impureza...
Afff!
Muita gente não sabe que os símbolos do mito de Adão e Eva são símbolos da Antiga Religião - a Religião da Deusa. A religião que existia na Palestina, antes dos hebreus conquistarem tudo e obrigarem todos a seguir seu Deus único - um Deus sanguinário, rigoroso e vingativo, que exigia sacrifícios de sangue, chamado Jeová.
As serpentes, as árvores, os frutos do conhecimento... são o que restaram da Antiga Religião, na tradição judaica. Considerados demoníacos, perigosos e responsáveis por tudo de mal que ocorreu na humanidade.
Gente, é hora de acordar e conhecer a verdadeira história por trás de tudo o que aprendemos nos últimos milênios.
A invenção do patriarcado, de uma religião baseada na autoridade de um Deus masculino e único, foi a maior jogada de marketing da história.
Com ele, a sacralidade da mulher, do ventre materno, da capacidade que temos de dar a vida a novos seres foi esquecida.
Com ele, aprendemos desde pequenas que tudo o que Deus-Pai (e seu representante na terra, o homem) faz é certo, é justo, pois somente ele tem o poder.
Esta "verdade" foi repetida, escrita, representada, falada, cantada e ensinada por mais de 20 séculos...
E nunca podia ser questionada, pelo medo que tínhamos do pecado e da punição.
Mas meninas, o tempo hoje é outro.
É hora de fazer as coisas voltarem aos seus lugares, como era no princípio.
Esta é nossa tarefa.
Blessed Be! )O(
Menstruação e a Origem dos Ritos de Sangue
A cada mês, quando chegamos "naqueles dias", é comum termos pensamentos do tipo "oh, não. De novo, que saco!!!".
Vem aquela fase de irritação, cólicas, etc, etc...
Mas nem sempre as coisas foram vistas desta forma. Apesar dos inconvenientes, antigamente a menstruação era um privilégio, algo muito especial. Uma fase mágica da mulher! Por quê?
Ora, imagine nos tempos das cavernas. Uma vez por mês, a cada lua, as mulheres sangravam sem qualquer razão, sem qualquer motivo...
Era diferente dos homens, que podiam enfraquecer ou até morrer se sangrassem muito...
Com a gente isto não ocorria, e olhem que nossa "hemorragia" dura dias e dias!
Para os antigos, isso era algo mágico. A menstruação era uma espécie de força mística da mulher, que ninguém conseguia explicar.
Por isso, o sangue menstrual era sagrado para os antigos...
Misturado com água, vinho ou óleos, o sangue íntimo da mulher era usado em praticamente tudo - bebido em rituais, misturado em poções para curar doenças... até colocavam o sangue menstrual na água para regar plantações, para que as plantas crescessem mais fortes e saudáveis.
Enfim... era o elixir mágico da pré-história!
Quando os homens assumiram o poder de tudo, as coisas mudaram, né?
Eles não menstruam... Por isso, tiveram que substituir o sangue da menstruação por outros tipos de sangue.
Foi assim que surgiram os sacrifícios de animais e a mutilação de pessoas, para conseguir o sangue dos rituais.
Mas é claro que não é a mesma coisa, garotas!
O sangue menstrual sai naturalmente do corpo. Sua energia é pura e linda, para quem saber "ver".
É diferente daquele sangue conseguido com violência - ao tirar uma vida ou ferir um animal ou outro ser humano...
Minha avó e minha mãe sempre me ensinaram que, o único tipo de sangue aceitável em rituais de luz, é o da nossa própria menstruação.
Um sangue de forte poder, cheio de energias belíssimas, que podemos usar sim, para trazer muitas coisas boas...
Todo outro tipo de sangue será "impuro". Terá energias "pesadas", atrairá seres sutis NADA amistosos - e causará mais mal do que bem!
Por isso, a gente deve desconfiar de todo tipo de ritual que exija sacrifícios de animais, cortes e outras formas de conseguirmos sangue...
Lembrem-se que, se adoramos à Mãe Natureza, a coisa mais sagrada para nós será sempre, em primeiro lugar, a vida de todos os seres.
E tirando uma vida ou ferindo outros seres, causando dores e sofrimentos, estaremos sempre muito, muito longe, da verdadeira Magia de Luz!
Lembrem-se de que uma das principais leis, na magia, é que tirar uma vida só pode ser aceitável em duas ocasiões... para nos alimentarmos ou para nos defendermos.
Todo o restante é pura barbárie!
Blessed Be! )O(
Vem aquela fase de irritação, cólicas, etc, etc...
Mas nem sempre as coisas foram vistas desta forma. Apesar dos inconvenientes, antigamente a menstruação era um privilégio, algo muito especial. Uma fase mágica da mulher! Por quê?
Era diferente dos homens, que podiam enfraquecer ou até morrer se sangrassem muito...
Com a gente isto não ocorria, e olhem que nossa "hemorragia" dura dias e dias!
Para os antigos, isso era algo mágico. A menstruação era uma espécie de força mística da mulher, que ninguém conseguia explicar.
Por isso, o sangue menstrual era sagrado para os antigos...
Misturado com água, vinho ou óleos, o sangue íntimo da mulher era usado em praticamente tudo - bebido em rituais, misturado em poções para curar doenças... até colocavam o sangue menstrual na água para regar plantações, para que as plantas crescessem mais fortes e saudáveis.
Enfim... era o elixir mágico da pré-história!
Eles não menstruam... Por isso, tiveram que substituir o sangue da menstruação por outros tipos de sangue.
Foi assim que surgiram os sacrifícios de animais e a mutilação de pessoas, para conseguir o sangue dos rituais.
Mas é claro que não é a mesma coisa, garotas!
O sangue menstrual sai naturalmente do corpo. Sua energia é pura e linda, para quem saber "ver".
É diferente daquele sangue conseguido com violência - ao tirar uma vida ou ferir um animal ou outro ser humano...
Minha avó e minha mãe sempre me ensinaram que, o único tipo de sangue aceitável em rituais de luz, é o da nossa própria menstruação.
Um sangue de forte poder, cheio de energias belíssimas, que podemos usar sim, para trazer muitas coisas boas...
Todo outro tipo de sangue será "impuro". Terá energias "pesadas", atrairá seres sutis NADA amistosos - e causará mais mal do que bem!
Por isso, a gente deve desconfiar de todo tipo de ritual que exija sacrifícios de animais, cortes e outras formas de conseguirmos sangue...
Lembrem-se que, se adoramos à Mãe Natureza, a coisa mais sagrada para nós será sempre, em primeiro lugar, a vida de todos os seres.
E tirando uma vida ou ferindo outros seres, causando dores e sofrimentos, estaremos sempre muito, muito longe, da verdadeira Magia de Luz!
Lembrem-se de que uma das principais leis, na magia, é que tirar uma vida só pode ser aceitável em duas ocasiões... para nos alimentarmos ou para nos defendermos.
Todo o restante é pura barbárie!
Blessed Be! )O(
Será que Precisamos de Oráculos?
Sabem, meninas, uma das coisas mais chatas de ser bruxa é quando vem gente pedir para ler cartas, ver o futuro...Na verdade, não curto muito ficar fazendo adivinhações.
Me interessa mais o aqui e o agora.
Afinal, agorinha, a gente tem a bênção de mais um dia à frente, coberto de oportunidades de aprendizados e vivências.
Para mim, o dia de hoje é mais valioso do que qualquer adivinhação.
O amanhã não existe ainda!
Mas o aqui e agora são reais, estão diante de nós, nos oferecendo suas lições de vida (agradáveis ou dolorosas), mas que nos fazem crescer e aprender.
Que o amanhã venha, do jeito que for, e nos encontre mais experientes e felizes.Porque o que somos hoje é o que levaremos para o amanhã.
Vamos ser felizes, vamos fazer as coisas certas, aqui e agora, para
levarmos isso para o futuro.
Isso não depende de profecia alguma.
Não depende de cartas, de adivinhações ou oráculos... só depende das nossas escolhas.
O futuro não está escrito. Somos nós que vamos moldando ele, com as escolhas que tomamos.
Toda escolha nossa traz consequências - mas será que a gente depende de oráculos e profecias para saber disso?
Como diz o ditado: “o futuro a Deus pertence!”
Mas, o presente - ah, o presente é nosso.
E é uma bênção para quem adora construir a própria vida, assumir a responsabilidade por suas escolhas e atitudes!
Sem ficar dependendo do que aquele oráculo disse, do que o horóscopo falou...
Aliás, é por isso que chamamos de “presente”.
Porque é uma dádiva que, se usarmos bem, com uma boa cabeça, nos garantirá sempre um futuro maravilhoso!
Blessed Be! )O(
Magia e Orientação Sexual - Toques sobre Homofobia
Sabem, garotas, acho que estamos num tempo em que homofobia não faz mais sentido, não é mesmo?
Não cabe mais ficarmos julgando as pessoas por quem elas amam.
Porque ficar olhando o casamento do outro, o caminho afetivo, os parceiros, ou parceiras de alguém?
Porque pensar na vida alheia, quando já é tão difícil a gente se concentrar em arrumar nossa própria vida?
A Tradição sempre disse que alma não tem sexo. A gente já foi homens e mulheres em vidas passadas, e o que é realmente importante nessa vida é a nossa conduta, o respeito e, principalmente, o amor.
Cada uma de nós é de um jeito, com nossas histórias, sentimentos, e tendências.
Quem somos nós para julgar alguém?
Quem somos nós para dizer para uma outra pessoa como ou quem ela deve amar?
Se não se discute o sexo dos anjos, porque discutiremos o sexo das pessoas, que somos "anjos" encarnados neste mundo?
Por que não respeitarmos o caminho de cada um?
Como ensinaram os Mestres, se o amor não for incondicional, então, não é amor!!!
Aprendi com minha avó, minha mãe e todas as mulheres do nosso Círculo que toda opção sexual é sagrada. E merece sempre nossa compreensão e respeito.
Algumas de nós se sentem bem com homens, outras com mulheres... e ainda tem aquelas que não preferem nem um nem outro. Como assim?
Ora, sempre existiram aquelas bruxinhas que escolhem o celibato (e muitas vezes são as que mais sofrem com a incompreensão de todos!)
É que nossa sociedade sempre deu mais valor ao sexo, o casamento, o erotismo...
Estar junto com alguém (sexualmente) é quase uma imposição hoje em dia. E por isso as pessoas estranham um pouco quando a gente se sente atraída pelo caminho das deusas virgens - Ártemis, Vesta, Atena e outras tantas!
Não conseguem entender que, pra algumas de nós, sexo e casamento não são as coisas mais importantes deste mundo.
Não entendem que podemos ter mais prazer em outras atividades e outras formas de relacionamento!
Que muitas vezes uma bela amizade vale mais do que irmos para a cama com um monte de gente!
Pelo menos, é o que eu acredito.
Será que isto é tão estranho?
Diversas bruxinhas, de todas as idades, seguem esta tradição.
Muitas acreditam que assim sentem seus Dons mais fortes.
Outras simplesmente dizem não sentir atração sexual alguma, nem por homens, nem por mulheres!
Ou então estão numa fase da vida em que não querem, simplesmente, estar ligada a outra pessoa específica.
Ser uma bruxa "virgem" tem suas vantagens... Podemos agir por nós mesmas. Não precisamos prestar contas a parceiro algum. Somos autônomas e, como estamos livres, podemos nos dedicar aos nossos Dons, sem ninguém ficar incomodando!
Algumas das maiores mestras da Tradição eram e são "virgens".
E conheço muitas bruxas que, ao longo de suas vidas, acabaram optando pelo celibato, ao reconhecerem o quanto certos Dons são ampliados sob este estilo de vida!
Bem, as discussões sobre isso são muitas, em nosso meio.
Mas uma coisa digo - todas nós, sejamos hétero, homo ou assexuais (assim se chamam os que preferem o celibato), podemos nos tornar bruxas extraordinárias.
Quem gostamos ou o que preferimos, é o que menos importa, não acham?
Blessed Be! )O(
Não cabe mais ficarmos julgando as pessoas por quem elas amam.
Porque ficar olhando o casamento do outro, o caminho afetivo, os parceiros, ou parceiras de alguém?
Porque pensar na vida alheia, quando já é tão difícil a gente se concentrar em arrumar nossa própria vida?
A Tradição sempre disse que alma não tem sexo. A gente já foi homens e mulheres em vidas passadas, e o que é realmente importante nessa vida é a nossa conduta, o respeito e, principalmente, o amor.
Cada uma de nós é de um jeito, com nossas histórias, sentimentos, e tendências.
Quem somos nós para julgar alguém?
Quem somos nós para dizer para uma outra pessoa como ou quem ela deve amar?
Se não se discute o sexo dos anjos, porque discutiremos o sexo das pessoas, que somos "anjos" encarnados neste mundo?
Por que não respeitarmos o caminho de cada um?
Como ensinaram os Mestres, se o amor não for incondicional, então, não é amor!!!
Aprendi com minha avó, minha mãe e todas as mulheres do nosso Círculo que toda opção sexual é sagrada. E merece sempre nossa compreensão e respeito.
Algumas de nós se sentem bem com homens, outras com mulheres... e ainda tem aquelas que não preferem nem um nem outro. Como assim?
É que nossa sociedade sempre deu mais valor ao sexo, o casamento, o erotismo...
Estar junto com alguém (sexualmente) é quase uma imposição hoje em dia. E por isso as pessoas estranham um pouco quando a gente se sente atraída pelo caminho das deusas virgens - Ártemis, Vesta, Atena e outras tantas!
Não conseguem entender que, pra algumas de nós, sexo e casamento não são as coisas mais importantes deste mundo.
Não entendem que podemos ter mais prazer em outras atividades e outras formas de relacionamento!
Que muitas vezes uma bela amizade vale mais do que irmos para a cama com um monte de gente!
Pelo menos, é o que eu acredito.
Será que isto é tão estranho?
Diversas bruxinhas, de todas as idades, seguem esta tradição.
Muitas acreditam que assim sentem seus Dons mais fortes.
Outras simplesmente dizem não sentir atração sexual alguma, nem por homens, nem por mulheres!
Ou então estão numa fase da vida em que não querem, simplesmente, estar ligada a outra pessoa específica.
Ser uma bruxa "virgem" tem suas vantagens... Podemos agir por nós mesmas. Não precisamos prestar contas a parceiro algum. Somos autônomas e, como estamos livres, podemos nos dedicar aos nossos Dons, sem ninguém ficar incomodando!
Algumas das maiores mestras da Tradição eram e são "virgens".
Bem, as discussões sobre isso são muitas, em nosso meio.
Mas uma coisa digo - todas nós, sejamos hétero, homo ou assexuais (assim se chamam os que preferem o celibato), podemos nos tornar bruxas extraordinárias.
Quem gostamos ou o que preferimos, é o que menos importa, não acham?
Blessed Be! )O(
Anam Cara - Nossos Amigos da Alma!
Na Tradição Celta, existe uma coisa muito linda, que se chama Anam Cara.
É uma expressão celta, que significa "Amigo da alma".
Diziam os antigos que, neste mundo, os Anam Cara são os amigos mais queridos...
Sabem aquelas pessoas com a qual podemos contar sempre, mesmo quando todo mundo está contra nós?
Sabem aquelas pessoas à qual podemos abrir o coração sem medo, contar nossos problemas, nossas angústias, nossos medos... sabendo que elas entenderão sempre, mesmo não concordando conosco?
Pois é... essas pessoas são o que os celtas chamavam de Anam Cara.
Quando pensamos nestas pessoas, quando lembramos que elas existem, algo em nosso coração brilha mais, pois sabemos o quanto são valiosas!
Só nos vendo, os Anam Carta já sabem como estamos - pois nos conhecem melhor do que todo mundo. Sabem nos ver além das aparências, bem lá no fundo do coração!
Pois nossos Anam Cara não nos sentem apenas fisicamente - estamos ligados em espírito...
Quando os Anam Cara não podem estar presentes, mesmo assim eles não estão longe. Mesmo à distância, viram nossos amparadores - nossos "anjinhos da guarda". Sempre que podem, continuam nos acompanhando, nos protegendo, nos inspirando e nos fortalecendo, nos momentos que mais precisamos. Assim, secretamente, eles estendem suas mãos invisíveis e velam pelo nosso progresso!
Mas ninguém é nosso Anam Cara por acaso, né? São almas que nos conhecem há muitas, muitas vidas! Eles sabem dos nossos dramas, de nossos erros e acertos ao longo de milênios... E quem são, afinal, hoje em dia?
Ora, os Anam Cara podem ser muitas coisas - podem ser nosso pai, nossa mãe, um filho, o parceiro, um irmão, um parente...
Muitas vezes, pode ser apenas um amigo que conhecemos ao longo da vida.
Mas, na verdade, isso é o que menos importa! Pois nossos laços com o Anam Cara não estão na carne, nem no sangue - estão na alma... Por isso, nossos Anam Cara podem ter qualquer idade, ser de qualquer raça, viver em qualquer lugar...
Nós podemos reconhecê-los pelo brilho do olhar. Pelas suas palavras amigas, pelo carinho que nos tratam e pelo amor que transborda em suas atitudes conosco!
Sentiremos o coração deles pulsando junto com o nosso. E poderemos ver neles a riqueza que guardam dentro de si.
Mas, vejam bem, meninas... Muitas vezes nosso orgulho pode atrapalhar tudo... e pode ser que a gente não consiga percebê-los. De repente, nosso coração estará tão duro, anestesiado... que não saberá reconhecê-los, mesmo estando à nossa frente!
Sentir alguém que é um Anam Cara em nossa vida - seja ele quem for - é nos sentirmos acompanhados na existência por uma alma brilhante.
É andar pelo mundo com menos medo, pois sabemos que ao nosso lado está alguém que consegue ver e sentir algo além...
É nos sentirmos ligados em alma, dentro do coração.
É nosso refúgio dentro da loucura em volta.
É o nosso porto seguro, onde a nave do coração poderá aportar sempre, em meio às tormentas.
É a maior riqueza que podemos achar neste mundo.
Assim como aquela canção que nos toca o coração e nos ilumina, assim é nossos Anam Cara - quando lembramos dele, nosso coração viaja.
Um Anam Cara é tudo isso - um amigo fiel da alma. A gente pode gostar das pessoas de várias maneiras - mental, afetivo, energético, sexual... Mas a ligação do Anam Cara vai além de todos esses níveis - e chega à essência, ao espiritual.
Por isso, os celtas antigos reverenciavam tanto a idéia do Anam Cara.
Para eles, era uma riqueza sem igual. Pois sabiam que as ligações duradouras, eternas, fortes, verdadeiras - são estas feitas em espírito.
Tudo o mais são apenas ligações temporárias da carne - que mudam, conforme a gente vai crescendo, amadurecendo, mudando de gostos e idéias...
Tudo passa, apenas nossa ligação com um Anam Cara permanece.
Pois está acima de tudo o que somos agora - é feita de espírito e de verdade!
Por isso, os poetas celtas cantavam:
"Oh, Anam Cara!
Muitos outros vieram,
Mas só sinto sua comunhão sagrada.
Só escuto a sua canção.
Ali está o sol,
E mais tarde virá a lua.
Mas oh, Anam Cara,
Só me importa a sua canção!"
Amigas, que possamos estar sempre conscientes, de coração aberto, para podermos reconhecer sempre os Anam Cara que surgem em nossas vidas.
Blessed Be! )O(
(baseei este texto no original - brilhante - do bruxinho Wagner Borges!)
Menstruação - Nosso "Tempo da Lua"!
Minha avó sempre diz que é observando os ciclos de nosso corpo, que entramos em sintonia com a Grande Mãe Natureza.
Nós, mulheres, carregamos em nosso corpo todas as Luas, todos os ciclos...
Já falei aqui como, na ovulação normal, a gente sempre acaba menstruando na mesma fase da lua... é o normal de toda mulher, desde o início da humanidade.
Mas dizem que, antigamente, as mulheres costumavam ovular sempre na lua nova... Por isso, o período menstrual era chamado de "Tempo da Lua".
Assim como a lua se recolhia nesta fase, a gente também se afastava da vida cotidiana na lua nova.
Era o nosso período mais sagrado - de retiro, reflexão e introspecção...
Era quando nos recolhíamos, em busca de nossos sonhos e sentimentos mais profundos!
Quando o Conselho das Mulheres reunia-se neste período, todas nós compartilhávamos nossas visões, sonhos, sentimentos mais íntimos...
Também as meninas em seu primeiro ciclo menstrual começavam a fazer parte do Conselho das Mullheres, para que ouvissem as lições das mais velhas e compreendessem o significado sagrado de ser mulher.
É tão comum falarmos, nos dias de hoje, em TPM... É que, no período menstrual, nossos sentidos, sentimentos e dons estão mais aguçados... Tudo fica mais forte e intenso!
Por isso, neste Tempo da Lua, a gente aproveitava os sentidos mais aguçados para nos conectarmos com as ancestrais, os espíritos protetores do nosso grupo.
Ainda hoje, no nosso sítio, as mulheres da família buscam sintonizar a ovulação e a lua nova...
Neste período, nos reunimos em Conselho, para realizar ritos específicos, trocar experiências e instruir as pequenas - que começaram a menstruar a pouco tempo - para que entendam o significado sagrado de ser mulher!
Blessed Be)O(
Já falei aqui como, na ovulação normal, a gente sempre acaba menstruando na mesma fase da lua... é o normal de toda mulher, desde o início da humanidade.
Mas dizem que, antigamente, as mulheres costumavam ovular sempre na lua nova... Por isso, o período menstrual era chamado de "Tempo da Lua".
Assim como a lua se recolhia nesta fase, a gente também se afastava da vida cotidiana na lua nova.
Era o nosso período mais sagrado - de retiro, reflexão e introspecção...
Era quando nos recolhíamos, em busca de nossos sonhos e sentimentos mais profundos!
Quando o Conselho das Mulheres reunia-se neste período, todas nós compartilhávamos nossas visões, sonhos, sentimentos mais íntimos...Também as meninas em seu primeiro ciclo menstrual começavam a fazer parte do Conselho das Mullheres, para que ouvissem as lições das mais velhas e compreendessem o significado sagrado de ser mulher.
É tão comum falarmos, nos dias de hoje, em TPM... É que, no período menstrual, nossos sentidos, sentimentos e dons estão mais aguçados... Tudo fica mais forte e intenso!
Por isso, neste Tempo da Lua, a gente aproveitava os sentidos mais aguçados para nos conectarmos com as ancestrais, os espíritos protetores do nosso grupo.
Ainda hoje, no nosso sítio, as mulheres da família buscam sintonizar a ovulação e a lua nova...Neste período, nos reunimos em Conselho, para realizar ritos específicos, trocar experiências e instruir as pequenas - que começaram a menstruar a pouco tempo - para que entendam o significado sagrado de ser mulher!
Blessed Be)O(
O que é ser Pagão?
Nós, bruxas, somos pagãs...É uma palavra que veio do latim "Pagus", que significa "Campo". E, assim, antigamente ser um "pagão" era ser um "camponês". Algo que nada tinha a ver com religião...
Quando apareceu o cristianismo na Europa, muitas coisas mudaram. O Império Romano caiu, e a Igreja herdou toda a estrutura romana que existia nas cidades: prédios, templos (que viraram igrejas), etc... E assim, o cristianismo virou algo principalmente das pessoas da cidade. Os padres e bispos não conseguiam ter muita influência sobre o pessoal que vivia no campo... Por isso, os camponeses continuaram fazendo seus antigos cultos e rituais.
A Igreja até que tentou controlar os "pagãos", mas na verdade nunca teve muito sucesso. Até hoje, nas crenças dos camponeses europeus, encontramos muitas coisas que nada tem a ver com a religião cristã. São restinhos da Antiga Religião, que nunca foram completamente apagados!
E no Brasil, os imigrantes europeus (açorianos, italianos, alemães...) trouxeram muitas destas tradições pagãs, que até hoje a gente reconhece, nas rezas, simpatias, benzeduras e crendices em geral!
Depois dos anos 70, o Paganismo ficou mais vivo que nunca. Por quê? Ora, por representar bem as lutas que estavam acontecendo na época!1- A defesa dos direitos da mulher, já que a base da nossa crença é a Deusa-Mãe... Muitas mulheres encontraram na Antiga Religião um espaço que não estavam achando no cristianismo.
2- A liberdade de pensamento, pois na Antiga Religião não há livros sagrados, nem uma instituição que diga o que pode ou não fazer... O Paganismo é uma fé totalmente popular, baseada na Tradição passada de geração a geração!
3- A consciência ecológica... por acreditarmos que a Natureza é algo vivo, um todo que não pode ser dividido... Assim, o respeito à Natureza e a todas as criaturas vivas estão em primeiro lugar!
Bem, garotas! Foi assim que, pouco a pouco, nós bruxinhas deixamos de ser as vilãs e voltamos a ganhar o respeito e a admiração das pessoas!
Blessed Be! )O(
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